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Um ensaio político inspirado no espírito do Che Guevara "a revolução faz-se através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário". Sana Canté não se limita neste testemunho em primeira pe...
Um ensaio político inspirado no espírito do Che Guevara "a revolução faz-se através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário". Sana Canté não se limita neste testemunho em primeira pessoa a diagnosticar os males da Guiné-Bissau e do continente africano. Forja em si próprio, e propõe ao leitor, uma consciência crítica ativa: a resistência como prática quotidiana.
É leitura obrigatória para quem acredita que transformar o mundo começa por recusar a resignação.
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Sana Canté, gémeo de Alceine Canté, nasceu em Cuntum, Bissau, Guiné-Bissau. Desde cedo revelou um espírito de combate na luta por justiça e direitos humanos. Com uma visão lúcida e uma determinação intransigente.
Destacou-se como ativista social e militante político, empenhando-se na defesa dos mais vulneráveis e na construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau.
Formado em Direito, trilhou um percurso marcado por engajamento cívico, ocupando cargos de liderança em organizações chave da Sociedade Civil.
Liderou a Associação Académica da Faculdade de Direito de Bissau, onde se destacou na mobilização estudantil pela defesa do ensino de qualidade. Mais tarde, liderou o Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI), um espaço de resistência e luta contra o desmantelamento da democracia, que rapidamente se tornou uma referência no ativismo político guineense.
A sua voz tornou-se uma referência incontornável nos debates sobre direitos e liberdades fundamentais e democracia, desafiando as estruturas de poder e mobilizando consciências.
No entanto, a sua luta teve um preço elevado: tornou-se alvo do regime ditatorial instalado no país desde 2016, sobrevivendo a uma tentativa de assassinato que procurou silenciá-lo em 19 de março de 2022.
Em Quando Desistir Não é Uma Opção, Sana Canté rompe o silêncio e revela os bastidores da repressão, expondo os perigos enfrentados por quem ousa contestar o poder.